A Fórmula é única e abrupta, as disputas são todas corruptas; Nada se esconde ou oculta, porque a vergonha encolheu, ficou curta. (...)
quarta-feira, 4 de abril de 2012
ABRIGO DE TODOS
Eu, queria andar sem limites...
Onde eu entrasse, ninguém
Me pedisse convite
Que fosse dada a plebe e a elite
As mesmas condições
Que a vida permite
Não devia haver divisão de raças
Muito menos distinção de classe
Que todos pudessem expor na praça
Sua fé, sua cultura,sua arte
Não devia haver privilégios
Em hospitais, empregos e colégios
Todos deviam ser sinceros
O povo, o politico e o clero
Tinham todos que nascer com asa
Para voar e não ter casa
Somente, o ponto, o pouso a parada
Para descanso e mais nada
Porque Deus! Deus quando fez o mundo
Fez para abrigar todo mundo
Fez um campo vasto com rios, lagos
montes, floresta e montanhas
e um mar amplo e tão fundo
Para todos passear andarmos juntos...
E acabar defunto
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Menino Pobre
Menino pobre
Vende jornal
Cata lata
E vende cobre
Põe boné
Sandália no pé
E vai pra avenida
Vender picolé.
Conhece a sarjeta
Ganha gorjeta
Desce a ladeira
Pra chegar na feira
Também dá recado
Também lava carro
Vende cigarro
Pra ganhar trocado
É um produto
Deste mundo bruto
Que embora arbusto
Paga tributo
É um vilão
Deste mundo cão
Ele dá assunto pra televisão
Não recebe cachê
Não tem dublê
Mas sua imagem
Você vê na Tv.
É criança na dança
Na esperança e na vida
Mas está perdendo a infância
Para sobreviver com a lida
Vende jornal
Cata lata
E vende cobre
Põe boné
Sandália no pé
E vai pra avenida
Vender picolé.
Conhece a sarjeta
Ganha gorjeta
Desce a ladeira
Pra chegar na feira
Também dá recado
Também lava carro
Vende cigarro
Pra ganhar trocado
É um produto
Deste mundo bruto
Que embora arbusto
Paga tributo
É um vilão
Deste mundo cão
Ele dá assunto pra televisão
Não recebe cachê
Não tem dublê
Mas sua imagem
Você vê na Tv.
É criança na dança
Na esperança e na vida
Mas está perdendo a infância
Para sobreviver com a lida
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
INIMIGO OCULTO
Inimigo oculto
Sem forma,sem vulto
Diabo é teu vulgo
Tu és muito astuto
Tu pregas dá susto
Provoca tumulto
És muito falso
Ficas no encalço
Tu levas o incauto
Para o cadafalso
Não fazes alarde
Tu ficas de parte
Preparando combate
És como brisa
Dá carinho ameniza
Depois martiriza
E ficas de riso
Na penumbra da noite
És como foice
Chicoteia dá coices
Provoca açoites
Longe ou perto
Na multidão no deserto
Será sempre o perverso
Serás sempre o inverso
Do senhor do universo
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O PLEBEU
Com rumos incertos
Sem nenhum projeto
Jogado no mundo
Sem salvo conduto
O homem descrente
Não planta semente
Vive no escuro
Não faz mais futuro
Vive desolado
Está desempregado
Se sente humilhado
Anda embriagado
Pra passar o tempo
Solta seu lamento
Convencendo a todos
Com seus argumentos
Assim não dá
É preciso acertar
Vamos cantar
E assim protestar
Não se cale irmão
Abra seu coração
Faça seu sermão
Onde houver multidão
A palavra traduz
A ação lhe conduz
Pois você não é Jesus
Pra carregar esta cruz
Você é operário
Você só quer salário
Você quer trabalho
E só lhe dão calvário
Fale, proteste, critique
Não concorde com trambique
Exija um trampo, um, trabalho
Até um bico
Não aceite esmola
Você não é sacola
Você quer guarida
Condição de vida
Quer viver na lida
Pra comprar comida
Político, Político
Você fez seu comício
Você já está rico
Onde está seu compromisso
Sem nenhum projeto
Jogado no mundo
Sem salvo conduto
O homem descrente
Não planta semente
Vive no escuro
Não faz mais futuro
Vive desolado
Está desempregado
Se sente humilhado
Anda embriagado
Pra passar o tempo
Solta seu lamento
Convencendo a todos
Com seus argumentos
Assim não dá
É preciso acertar
Vamos cantar
E assim protestar
Não se cale irmão
Abra seu coração
Faça seu sermão
Onde houver multidão
A palavra traduz
A ação lhe conduz
Pois você não é Jesus
Pra carregar esta cruz
Você é operário
Você só quer salário
Você quer trabalho
E só lhe dão calvário
Fale, proteste, critique
Não concorde com trambique
Exija um trampo, um, trabalho
Até um bico
Não aceite esmola
Você não é sacola
Você quer guarida
Condição de vida
Quer viver na lida
Pra comprar comida
Político, Político
Você fez seu comício
Você já está rico
Onde está seu compromisso
TROFÉU DOS BANAIS
Seja amplo não seja restrito
Se espalhe não seja sucinto
Não detenha ímpetos
Não contenha gritos
Provoque tumultos, atritos
É melhor que seja maldito
Encene comédias
Provoque tragédias
Não tenha regra
Não peça trégua
Sem compasso sem regra
Atropele colegas
Seja temido
Amante fingido
Pois nunca foi proibido
Ser artista bandido
Seja áspero e duro
Mau caráter e chulo
Não tenha escrúpulos
Para ser astuto
Porque só assim vencerás
Só assim tu serás
Só assim ganharás
Só assim erguerás
O troféu dos banais.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Adubo da Terra
Os homens sobre os homens
O poder sobrepondo
Dividiram-se em: reis, profetas e monges
Uns tem titulo, fartura e nome
E outros nada tem padece de fome
O homem deseja ser!
O Senhor, o dono da terra
Disputam poder
Fazem conflitos e guerras
Depois um ao outro enclausura
enterram-se
Mas, todos nós, somos,
Adubo da terra
O poder sobrepondo
Dividiram-se em: reis, profetas e monges
Uns tem titulo, fartura e nome
E outros nada tem padece de fome
O homem deseja ser!
O Senhor, o dono da terra
Disputam poder
Fazem conflitos e guerras
Depois um ao outro enclausura
enterram-se
Mas, todos nós, somos,
Adubo da terra
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